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TCE aponta que Estado de São Paulo tem mais de 1650 obras paralisadas

Governo do Estado diz que nenhuma obra citada foi iniciada ou paralisada na gestão atual

Um estudo realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo aponta que há mais de 1.650 obras paralisadas nesta unidade federativa. Segundo o estudo, o montante de recursos públicos envolvidos, entre obras nos municípios e de competência do Estado, ultrapassa o valor de R$ 49,6 bilhões. O TCE informou que foram consultados 4.474 órgãos jurisdicionados – nos municípios e Estado – que informaram que, no quadro atual, foram computadas 1.677 obras paralisadas ou atrasadas, totalizando um investimento de R$ 49.644.569.322,13 entre os meses de fevereiro e março de 2019. Das obras paralisadas, 317 são de responsabilidade do governo do Estado e possuem um valor médio de R$ 145.272.295,50. O relatório aponta um total de 1.360 obras nos municípios paulistas com valor médio de R$ 2.642.096,80. Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, “entre os cinco maiores contratos estão ajustes promovidos por meio da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) com a execução de serviços para implantação das Linha 6-Laranja, Linha 15-Prata, Linha 2-Verde e Linha 17-Ouro. Entre os principais empreendimentos estão obras de canalização de córregos, urbanização de assentamentos precários e construção do Hospital de Urgência, todas localizadas em São Bernardo do Campo, serviços de infraestrutura em Osasco e construção de Estação de Tratamento de Esgoto em Bauru. Do total de obras paralisadas, 42,28% utiliza recursos oriundos de financiamentos estabelecidos por meio de convênios com a União. Um porcentual de 31,66% dos investimentos tem como principal fonte de recursos o Tesouro do Estado enquanto que 22,96% dos empreendimentos são realizados com recursos próprios da administração. Em relação à classificação do tipo de obra, 24,39% da amostra se refere às obras da área de Educação (Universidades, Faculdades, Escolas e similares). Em 22,24% dos casos, os investimentos são relativos à infraestrutura de equipamentos urbanos ao par que 18,07% são ligados às contratações para fins de mobilidade urbana. Do total, 11,75 % são referentes à área da Saúde (hospital, posto de saúde, UBS, CAPS) e 6,2% destinados para a Habitação”. Consultado, o Governo do Estado informou que nenhuma das obras citadas foi iniciada ou paralisada na atual gestão. A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) informou ao jornal que falta apenas a entrega da estação Vila Sônia para a conclusão da linha 4-Amarela e da estação Campo Belo para o término da linha 5-Lilás, em fase final de acabamento e com entrega prevista para o próximo mês.

Publicado em 02/05/2019

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