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Prefeitura de Curitiba irá regularizar 4.475 títulos de propriedade esse ano

Até 2012, garante a Cohab Curitiba, 15.827 famílias terão suas moradias regularizadas

proO plano de regularização fundiária da Companhia de Habitação Popular de Curitiba prevê que mais de 4.475 famílias curitibanas receberão os títulos de suas propriedades este ano. Segundo a Cohab Curitiba, em 2009 e 2010 foram entregues 7.123 escrituras de propriedade e a previsão é que ao final de 2012 chegue a 15.827 o número de famílias atendidas no período da atual gestão da prefeitura. “Estamos trabalhando para possibilitar a estas famílias que se tornem oficialmente proprietárias do espaço onde já vivem. A população não imagina a dificuldade que é regularizar uma área. É um processo burocrático com muitas etapas e impasses. Há alguns anos, a prefeitura vem criando instrumentos para viabilizar a regularização”, disse o prefeito Luciano Ducci. Segundo ele, a regularização fundiária abrange áreas que foram ocupadas de forma irregular, onde as famílias não têm títulos dos lotes e não existe planta aprovada de loteamento. São áreas que contam com infraestrutura e estão parcial ou totalmente urbanizadas. A Cohab Curitiba explica que “como o processo de ocupação aconteceu de forma desordenada, a distribuição dos lotes ocorreu sem que se cumprissem as normas urbanísticas do município. Para legalizar estas áreas, é necessário elaborar uma planta de loteamento, compatibilizando duas vertentes: a disposição das famílias na ocupação e as leis que regulam o parcelamento do solo”. Para alavancar o processo, a prefeitura promoveu mudanças em sua legislação nos últimos anos, já que algumas exigências da lei de loteamentos, como a necessidade de reservar 35% da área para implantação futura de equipamentos comunitários, inviabilizavam a legalização. Em 1998, por exemplo, uma lei municipal flexibilizou parâmetros para aprovação de projetos, como ruas mais estreitas e lotes menores. Um decreto, de 2005, criou outras facilidades para projetos de regularização fundiária, como a não exigência de áreas para equipamentos comunitários. “Ocupações antigas já consolidadas e atendidas pelo poder público puderam ser mais facilmente regularizadas a partir de então”, explicou o secretário municipal de Política Habitacional, Osmar Bertoldi. O secretário pontua que atendendo a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em 2007, foi aprovado em Curitiba um plano de regularização fundiária para áreas de preservação permanente (APP), que possibilitou a redução de faixa de APP em áreas consolidadas e com domicílios em beira de rio. “Esta redução depende de autorização do Conselho Municipal do Meio Ambiente e varia de acordo com o porte do rio”, esclareceu Bertoldi. De acordo com a Cohab Curitiba, o primeiro passo no processo de regularização fundiária é levantar a documentação da área ocupada para saber se é pública ou particular. Em seguida realizam-se serviços topográficos para definir a configuração da ocupação e com base nos levantamentos elabora-se a planta do loteamento. O serviço social da companhia identifica as famílias, cadastra os moradores e numera as casas. Após aprovada e registrada a planta junto ao município, as famílias assinam contrato para posteriormente receberem as escrituras de propriedade, registradas em cartório. É o documento que comprova a posse individual do lote. gnum

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