Com investimentos de R$ 18,3 milhões, sendo R$ 669 mil do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) e a maior parte, R$ 17,6 milhões, financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Companhia de Habitação de Curitiba está realizando um projeto de urbanização que está mudando definitivamente a realidade de 1.200 famílias que vivem na Vila Acrópole – ocupação irregular situada no Cajuru, com parte de seus domicílios na margem do rio Atuba.
Segundo a Cohab-CT, essa intervenção está beneficiando cerca de quatro mil pessoas com a pavimentação de ruas, instalação das redes de drenagem, água e esgoto, além da construção de novas moradias. Das 1.200 famílias locais cadastradas pelo serviço social da companhia, 213 estão vivendo em situação precária na beira do rio, onde enfrentam a ocorrência de frequentes alagamentos. Essas famílias ganharão casas novas e sobrados construídos nas proximidades da ocupação, em áreas fora de risco. Para tal, está sendo construído o Moradias Alamanda, empreendimento habitacional com 75 unidades. Segundo a Cohab-CT, “em fase mais adiantada se encontram as novas casas que estão sendo construídas em lotes vagos na própria Vila Acrópole. Serão 99 moradias, das quais boa parte já está erguida. O reassentamento das 213 famílias que estão em condições insalubres será completado com 39 unidades do Moradias Irati, também nas proximidades da ocupação. Neste empreendimento, 21 casas já foram entregues aos moradores e 18 estão em construção”.
O presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues, está animado. “Estas famílias poderão manter o vínculo que criaram com o bairro onde moram, mas ganharão em qualidade de vida, pois vamos assegurar a infraestrutura necessária para que estejam inseridas na cidade formal. As que permanecerem em suas casas atuais vão receber obras de urbanização e a titulação dos lotes em que vivem”, explica ele. De acordo com a empresa de habitação, as 985 famílias que estão em local sem restrições para uso habitacional serão atendidas com obras de infraestrutura. Estão sendo instalados oito quilômetros de galerias pluviais e quase seis quilômetros de redes de esgoto. Serão pavimentadas quase cinco quilômetros de vias que ainda são de saibro e após a conclusão destas obras as famílias serão beneficiadas com a regularização fundiária, o que vai garantir a elas as escrituras de seus terrenos.