O Governo Federal quer que seja criado um indicador oficial de preços para o setor imobiliário. Neste sentido, o Banco Central solicitou ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e para a Faculdade de Economia e Administração (FEA), da Universidade de São Paulo, propostas, que foram discutidas no workshop “Medidas Alternativas de Custo de Vida”, promovido pelo BC na sua sede em Brasília, no início de fevereiro. A escolha da base de dados para a construção do índice é um dos maiores problemas para a confecção do índice de preços do setor imobiliário. O professor da FEA, Joe Akira Yoshino, disse que a melhor base de dados é da Caixa, já que a instituição é responsável por 80% de toda a carteira de crédito imobiliário do país. Mas a Caixa já aventou a possibilidade de criar um índice. Yoshino revelou que o processo de criação de um índice para o setor se encontra em estágio avançado na FEA e já está em fase de testes econométricos, cujo resultado deverá ser encaminhado ao BC na primeira quinzena de março. “O projeto da FEA utiliza a base de dados de mercado, que foi usada na Operação Urbana Água Espraiada, trabalho feito pela faculdade em 2008 para avaliar os imóveis que seriam desapropriados pela Prefeitura de São Paulo para a construção do Complexo Viário Real Parque, nos bairros do entorno do Córrego Água Espraiada, na Zona Sul de São Paulo”, conta ele. Já o IBGE disse que só se pronunciará sobre o assunto quando o indicador estiver pronto. “Quando o IBGE se pronuncia é porque está tudo pronto. Trabalhamos com informações oficiais. Temos muitas propostas e muita discussão, mas não temos nada pronto”, disse a assessoria de imprensa do IBGE.