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Estoque de imóveis devido à retomada de unidades por falta de pagamento preocupa bancos

No ano passado, estoque cresceu nada menos do que 32,3%

Um problema oriundo da recessão de 2014-2016 e do baixo crescimento da economia nos dois anos seguintes ainda preocupa os bancos, apesar da expansão do crédito imobiliário: o elevado estoque de imóveis registrado em seus balanços devido à retomada das unidades por falta de pagamento. De acordo com reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, “os bens recuperados pelas cinco maiores instituições financeiras do país – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal – fecharam 2018 avaliados em R$ 18,7 bilhões. Cerca de 90% desse valor se refere a imóveis. A quantidade estimada é de 90 mil unidades retomadas”. A reportagem ressalta que em 2018 o estoque de imóveis e outros bens reavidos cresceu 32,3%; “O tema é uma dor de cabeça porque os bens retomados consomem capital dos bancos, que precisam constituir provisões para perdas com esses ativos – no fim de 2018, as reservas para essa finalidade totalizaram R$ 5,8 bilhões. Com a economia ainda fraca, as instituições também não conseguem encontrar compradores para os imóveis rapidamente. Ademais, a venda de um volume expressivo de unidades derrubaria os preços, criando mais obstáculos para a recuperação das incorporadoras. As duas maiores do país – MRV e Cyrela – tinham estoque avaliado em R$ 13,1 bilhões no fim do ano passado. O Bradesco firmou parcerias para lidar com os imóveis recebidos em garantia. Uma delas foi com a Ulbrex Capital, que tem entre os sócios o empresário Cláudio Bruni, fundador da BR Properties. A gestora criou fundos com cotas lastreadas nos imóveis retomados pelo banco. A Ulbrex se encarrega da manutenção, paga IPTU e condomínio e, se necessário, organiza o relançamento dos imóveis no mercado. Outro parceiro do Bradesco é a Enforce, empresa de recuperação de créditos do BTG Pactual. Maior banco de crédito habitacional do país, a Caixa acumula estoque de 62,9 mil imóveis retomados, dos quais, 29,5 mil entraram no balanço financeiro em 2018”, informou o jornal.

Publicado em 02/05/2019

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