Os fundos imobiliários registraram um desempenho recorde no ano passado e um começo promissor em 2019, mas ainda geram desconfiança aos investidores. É o que revela uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, que pediu uma pesquisa do buscador de aplicações financeiras Yubb sobre o assunto. O resultado: as pessoas têm dificuldade de entender o funcionamento destes fundos, que são negociados em Bolsa porém não são ações, e que teve volatilidade diária semelhante aos títulos de tesouro atrelados à inflação no ano passado. A Yubb ouviu 24.982 investidores: 46% mostraram interesse pelo produto, apenas 19% já haviam investido nele, 64% disseram não entender a dinâmica da aplicação, 61% não sabem sequer onde se compra um fundo imobiliário e 77% desconhecem se a categoria do fundo é de tijolo, papel ou híbrida. “Em 2018, os fundos imobiliários registraram recorde em emissão. Foram 88 no total e um volume de cotas de R$ 13,8 bilhões, segundo a associação das entidades do mercado de capitais, a Anbima. Em janeiro, empurrados pelo início do governo de Bolsonaro e a expectativa do mercado em torno de sua agenda de reformas, sobretudo a da Previdência, já foram lançados 7 novos fundos e um montante de R$ 3,5 bilhões – mais que em todo o primeiro trimestre de 2018. ‘Esse mercado tem crescido, mas é muito novo. O índice de fundos imobiliários, o Ifix, é de 2012. É algo que sem dúvida ainda precisa de tempo para se tornar conhecido’, afirma Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama”, publicou O Estado de São Paulo.
Publicado em 01/03/2019