Garantir a cidadania das pessoas, o desenvolvimento urbano e a sustentabilidade da cidade, promovendo justiça social por meio de habitações dignas para a população de baixa renda. É dessa forma que a Companhia de Habitação Popular de Curitiba resumiu sua atuação em 2017, mesmo diante de um cenário desfavorável financeiramente. Segundo seu presidente, José Lupion Neto, entre as ações desenvolvidas ao longo do ano, a companhia não mediu esforços para recuperar a Certidão de Tributos Federais, um documento fundamental para contratação de obras e outros serviços, que havia sido perdido em janeiro de 2016, em virtude de dívidas tributárias acumuladas. A Cohab informou que obras paradas foram retomadas, áreas irregulares foram mapeadas, um mutirão de renegociação de dívidas melhorou a arrecadação e mais de 2 mil títulos de propriedades foram entregues a cidadãos que ainda viviam em terrenos irregulares. “Tão importante quanto construir novas moradias é regularizar as já existentes. É a etapa que finaliza o atendimento ao cidadão. Sem o documento de posse é como se o trabalho do município estivesse incompleto”, disse Lupion. Segundo ele, a retomada de obras também foi um marco no ano passado: três grandes obras que estavam inacabadas e causavam transtornos para a vizinhança foram retomadas. A maior delas, o Moradias Maringá, no bairro Cachoeira, havia sido abandonada em 2014. Das 156 unidades, 61 foram concluídas e entregues e outras 95 serão finalizadas até julho deste ano. A Cohab ainda promoveu um mutirão de renegociação de dívidas dos mutuários. A ação fez cair a inadimplência, com aumento em 11% no número de contratos adimplentes, o que representou acréscimo de 15% a arrecadação mensal da companhia.
Publicado em 01/02/2018