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Consórcio de imóveis pode ser alternativa à previdência privada

Empresas apostam em novos produtos para conquistar mais consorciados

O volume de participantes ativos no produto de consórcio de imóveis apresentou uma queda de 3,1% em novembro, se comparado ao mesmo mês em 2015 (de 802 mil para 777,3 mil). Esses números foram divulgados pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), que, no entanto, acredita que as novas medidas do governo sobre a aposentadoria devem impulsionar o setor e transformar o consórcio de imóveis em uma verdadeira alternativa à previdência privada. De janeiro a novembro, diz a Abac, a venda de novas cotas apresentou uma retração de 12,1%, em relação ao mesmo período do ano anterior (de 222,7 mil para 195,7 mil novas cotas). “Ainda estamos fechando os dados, mas as informações preliminares mostram que, no consolidado de 2016, as vendas das novas cotas devem ficar abaixo da previsão do ano (entre -3% e +3%), fechando com queda de quase 5%”, afirma o presidente da associação, Paulo Rossi. “Dizer que o produto é uma alternativa à previdência privada é complexo por serem produtos diferentes, mas se o consumidor tem essa consciência e se planeja, ele consegue ter uma visão interessante tanto para investir como em relação ao oferecido pelos planos de VGBL e PGBL. Apesar da economia meio obscura, há várias boas notícias permeando o setor de consórcios, o que nos deixa muito confiantes em relação a 2017”, completa ele. As empresas pretendem conquistar novos consorciados, com novidades. A Realiza, por exemplo, anunciou que quer dilatar prazos para diminuir o valor das parcelas, tornando o produto mais acessível. Já o Itaú pretende lançar um novo consórcio de imóveis “que permita uma maior previsibilidade da parcela, podendo adaptá-la à realidade do cliente”.

Publicado em 01/02/2017

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