Durante o 5º Congresso Regional de Municípios da Associação dos Municípios Araraquarense (AMA), realizado entre os dias 10 e 12 de agosto em São José do Rio Preto, o secretário estadual da Habitação de São Paulo, Silvio Torres, anunciou que o Governo do Estado pretende construir nos próximos quatro anos 150 mil novas moradias populares para atender a famílias que ganham até cinco salários mínimos e as que moram em cortiços, favelas e áreas de risco. “Essa é nossa proposta apresentada ao Plano Plurianual (PPA 2012 e 2015). Vamos triplicar a produção de moradias no estado”, anunciou ele, durante o evento, que reuniu prefeitos, secretários municipais e vereadores de 120 cidades da Região Noroeste de São Paulo e teve como objetivo debater propostas e conhecer os programas do governo paulista. Torres disse que o governo estadual vai buscar parcerias da iniciativa privada com a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH) e do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS), e do Governo Federal. “O governo paulista entrará com uma complementação financeira para a construção de 70 mil novas moradias, através do Programa Minha Casa, Minha Vida, para atender famílias que ganham até três salários mínimos, visto que essa faixa salarial tem dificuldade para conseguir linhas de créditos para a realização do sonho da casa própria. Já estamos em tratativas com o Governo Federal e até o fim deste ano pretendemos selar essa parceria”, informou ele. O secretário reiterou que a proposta do governo estadual é erradicar as áreas de risco existentes no Estado de São Paulo, a fim de evitar futuras tragédias em época de chuvas. Por isso, solicitou aos prefeitos que encaminhassem à Secretaria da Habitação um cadastro atualizado dessas áreas, visto que o atendimento está sendo prioritário na atual gestão. “Vamos priorizar o atendimento na remoção de famílias em áreas de risco a partir do próximo ano”, garantiu. Torres destacou que o governo já vem executando um grande trabalho de remoção de famílias em áreas de encostas e de proteção ambiental na Baixada Santista, que é o Programa de Recuperação do Serra do Mar. “Nessa primeira fase do programa está sendo investido R$ 1 bilhão, para atender cerca de nove mil famílias. Na segunda etapa, nossa meta é atender mais 24 mil e trabalhar a habitação sustentável em todo o litoral paulista”, completou.