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Caixa quer mais dinheiro do FGTS para a casa própria no Rio de Janeiro

Orçamento de R$ 1 bilhão para 2008 já está no fim e falta dinheiro para o crédito imobiliário em várias agências

Mais dinheiro para a casa própria no Rio de Janeiro. É o que quer a Caixa Econômica Federal, que irá pedir suplementação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para garantir um maior volume de financiamento para os candidatos mutuários fluminenses. O orçamento de R$ 1 bilhão para 2008, alega o banco, já está se esgotando. Em várias agências, contratos prontos para serem assinados estão parados à espera de verba. A Caixa passou a fazer remanejamento do dinheiro entre as suas agências e, por isso, decidiu solicitar mais dinheiro ao Conselho Curador do FGTS. A próxima reunião do Conselho Curador acontecerá no final deste mês e o ministro das Cidades, Marcio Fortes, anunciou que poderá pedir uma reunião extraordinária apenas para resolver este problema. Segundo a CEF, o bom desempenho alcançado se explica pela melhora na renda dos trabalhadores e a queda das taxas de juros dos financiamentos. Outro ponto positivo foi a quarta edição do Feirão da Casa Própria, que aconteceu em junho no Rio. O empréstimo com dinheiro do FGTS é o que tem a menor taxa: de 5,5% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e o prazo de pagamento de até 30 anos, com financiamento de até 100% do imóvel. Aliás, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é um dos responsáveis pelo crescimento do mercado imobiliário no país. Segundo a Caixa, o número de unidades habitacionais financiadas com recursos do fundo, em junho, foi quase quatro vezes maior do que o registrado em janeiro. No primeiro mês do ano, foram 8.111 imóveis e, no mês passado, 31.231. Ao todo, já foram utilizados R$ 5,02 bilhões do FGTS em habitação, valor 23% superior ao contabilizado no mesmo período em 2007. A quantidade de trabalhadores que sacaram o FGTS com o objetivo de utilizá-lo em um imóvel também cresceu. De janeiro a maio deste ano, foram 275 mil retiradas em todo o Brasil, num total de R$ 2,19 bilhões. O número é quase o dobro do registrado nos primeiros cinco meses de 2007: 138.797 saques, que representaram R$ 1,942 bilhão.

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