Caso mantenha os índices atuais de investimentos no setor, o Brasil poderá eliminar as favelas e o déficit habitacional de 7,9 milhões de moradias em 22 anos. Esta é a conclusão de um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela consultoria Ernest & Young, que projetam investimentos na ordem de R$ 446,7 bilhões na área até 2030. Seria necessária a construção de 37 milhões de novas residências para zerar o déficit, composto por moradias inadequadas e coabitação (mais de uma família na mesma casa) e atender a demanda que surgirá com o aumento da população, afirma o estudo. O crédito para financiamentos deveria chegar a R$ 290,4 bilhões no período. As projeções do estudo levam em conta o crescimento anual de mais de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), a queda dos juros para financiamentos e o crescimento populacional, entre outras variáveis. Segundo a FGV, seguindo as premissas deste estudo, o déficit por inadequação de moradia seria extinto e restariam algumas coabitações, mas “por opção” – a maior parte das moradias seria destinada a famílias com renda mensal de R$ 2 mil a
R$ 4 mil.