A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) continua investindo em tecnologia e processos em busca de um atendimento cada vez melhor e mais ágil aos seus mutuários. Desta vez, a companhia apostou na teleconferência, para reunir toda a sua equipe de 12 diferentes escritórios regionais. “A teleconferência permite a cobrança em tempo real e economiza recursos para a empresa, como custos de viagens, deslocamento, diárias funcionais e isso está dentro dos objetivos da Companhia”, disse o presidente da Cohapar, Rafael Greca. Segundo ele, este sistema é um importante instrumento de estadualização, pois proporciona aos 300 funcionários que trabalham no interior do estado a visão que existe na sede, em Curitiba. Um dos temas debatidos na teleconferência – até o momento aconteceram dois encontros deste tipo – foi a questão da reengenharia da Cohapar. O presidente da Cohapar explicou aos gerentes dos escritórios que todo dinheiro que a empresa recebeu do governo do estado, em forma de subsídio para moradia popular, virou prejuízo contábil para a companhia, embora tenha se transformado em lucro social. Foi por esse motivo que solicitou ao governador um trabalho de reengenharia, para repensar esse sistema. “Era um recurso que entrava para a Cohapar como um presente aos mais pobres, mas contabilizado como aumento de capital. Ao entrar como aumento de capital ele gerava um prejuízo contábil”, esclareceu Greca, dizendo que “pretendemos implantar um novo sistema de custeio e de controles. Vamos readequar a estrutura organizacional e vamos trabalhar quanto à concessão de subsídios contemplando também os encargos de manutenção da estrutura operacional da Cohapar”. Greca recebeu, em julho, a visita do professor norte-americano Michael Romanos, que procurou a Cohapar para conhecer os programas de resgate social desenvolvidos pela companhia. Romanos visitou dois projetos desenvolvidos pela Cohapar: a Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, e o Guarituba, em Piraquara. Ele é PHD e diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento Urbano da Universidade Cincinnati, nos Estados Unidos. Segundo Romanos, os projetos da Cohapar despertaram interesse por serem direcionados para os muito pobres. “Isso mostra a preocupação social dos Governos Federal e Estadual porque, além de utilizarem a mão-de-obra local, integram os moradores à vida urbana melhorando as cidades onde estão instalados”, destacou, lembrando que nos Estados Unidos muitos projetos implantados isolam a população gerando, com isso, a formação de guetos. De acordo com ele, um dos fatos que mais impressionou foi o fato de os projetos de moradia implantados no estado estarem integrados e vinculados, com infra-estrutura e programas sociais. Além de Romanos, o professor Emérito do MIT (Massachussets Institute of Tecnology), Ralph Garkenheimer, e o professor da Universidade de Buenos Aires, Alfredo Garay, vão conhecer o trabalho que a Cohapar vem desenvolvendo para o resgate social das famílias de baixa renda das áreas de ocupação irregular e salvação dos mananciais.