O terreno onde ficava o prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou em maio de 2018, cujo saldo foi sete pessoas mortas e duas desaparecidas até hoje, será doado pela União à prefeitura de São Paulo. O acordo já foi assinado e no local será erguido um condomínio de casas populares. “Apresentamos o projeto executivo do conjunto habitacional e a fonte de recurso para custear a obra. A União questionava porque não sabia de onde viria o recurso, uma vez que o programa ‘Minha Casa Minha Vida’ havia sido reduzido. Isso foi determinante para que a União decidisse ceder a área”, disse o Secretário Municipal de Habitação de São Paulo, João Farias. Segundo ele, será preciso investir R$ 30 milhões para viabilizar a construção das habitações populares, que vão beneficiar famílias que têm até três salários mínimos de renda. No local será construído um prédio de 14 andares, respeitando o plano diretor e a lei de zoneamento. “Podemos ter 90 unidades de até 45 m² com 1 dormitório ou 70 apartamentos com até 2 dormitórios. Essa decisão ainda vai ser tomada essa semana. Também o orçamento concreto da obra está sendo levantado”, adiantou Farias. Segundo ele, a verba para a construção do conjunto habitacional virá do programa “Pode Entrar”, que prevê um orçamento de mais de R$ 1 bilhão dos cofres do município para a construção de 10 mil unidades habitacionais para famílias que não possuem acesso ao crédito imobiliário.
Publicado em 02/03/2020