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Sinduscon-SP sugere criação do “Bolsa Família da Habitação”

Proposta da entidade é zerar o déficit habitacional do país em 12 anos

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon) apresentou ao Governo Federal uma proposta de programa para estimular a construção e financiamento de moradias populares e zerar o déficit brasileiro de 7,9 milhões de habitações em 12 anos. A idéia é oferecer financiamento com subsídios para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 1.750), que estão à margem da expansão imobiliária em andamento no País. Esse programa, classificado pelo Sinduscon como uma “espécie de Bolsa Família da Habitação”, foi apresentado durante um seminário, que contou com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo João Cláudio Robusti, presidente do Sinduscon-SP, o ministro demonstrou interesse pela proposta. “Ele me procurou e pediu mais informações”, contou Robusti. De acordo com o dirigente, o objetivo é construir casas de R$ 35 mil, que comprometam no máximo 25% do orçamento das famílias que ganham até cinco salários mínimos. Hoje, as chamadas moradias populares custam entre R$ 50 mil e R$ 70 mil. “São valores impensáveis para a grande maioria das famílias brasileiras”, ressalta ele. O déficit de 7,9 milhões de moradias corresponde a 21% da população do País. A proposta do Sinduscon-SP é baseada no modelo adotado no México, cujas características principais são o foco de recursos para produção em larga escala, desburocratização do crédito para construtoras e compradores, além do fortalecimento do mercado de hipotecas. Pelo projeto, seriam necessários R$ 270 bilhões para eliminar o déficit habitacional brasileiro em 12 anos. Do total, 20% viriam de poupança das famílias, 40% seriam financiados e outros 40% teriam origem em subsídios.

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