O governo poderá enfrentar dificuldades para colocar em prática a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, quando pretende construir 2 milhões de imóveis populares entre 2001 e 2014. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu que os recursos da caderneta são finitos e que para custear o programa será preciso encontrar outras modalidades de empréstimo. “Temos o desafio de encontrar outras fontes de financiamento porque a poupança tem limites. Teremos que ser criativos”, disse ele, durante evento da Caixa. A presidente da banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, informou que a Caixa, até o fim de junho, já havia aprovado 575 mil financiamentos, totalizando R$ 34 bilhões. “Em 2003, o banco destinou R$ 5 bilhões para financiar 251 mil unidades habitacionais. No ano passado, foram aplicados R$ 47 bilhões para custear 897 mil imóveis. O programa Minha Casa, Minha Vida já recebeu 945 mil propostas de financiamento desde o seu lançamento, em abril de 2009, até junho deste ano”, contabilizou ela. Para o ministro Mantega, essa performance da Caixa demonstra que a atuação dos bancos públicos foi determinante para que o Brasil fosse bem sucedido no combate à crise. “A contar desde setembro de 2008, em meio ao agravamento da instabilidade internacional, a taxa de expansão do crédito ofertando pelos bancos públicos aumentou 58%, enquanto nos bancos privados a alta foi de 18%. O crédito habitacional no país ainda não chega a 4%, abaixo dos 10% no México, de 30% na Espanha e de 80% nos Estados Unidos. Para mantermos essa expansão, será necessário encontrar outras fontes de financiamento que não os recursos da caderneta de poupança”, finalizou Mantega.