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Preço dos imóveis no Rio de Janeiro deve acompanhar a inflação

Mercado percebe uma pequena desaceleração dos preços, mas especialistas acreditam que a demanda voltará à normalidade

A Copa do Mundo de 2014 já é passado, mas o cenário esperado por muitos especialistas – imóveis encalhados e preços desabando no Rio de Janeiro – não aconteceu. O mercado parece estar estabilizado, e especialistas acreditam que o sucesso do evento e as Olimpíadas que ainda vêm aí colaboram para essa estabilização.
Em entrevista ao O Globo, o coordenador do índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn, disse que o preço dos imóveis devem acompanhar a inflação. “Mas é preciso estar atento também ao mercado de trabalho. No último ano e meio, o preço dos imóveis acompanhou a renda das famílias, que subia acima da inflação. Agora, quando começa a haver uma deterioração do mercado de trabalho e um ambiente econômico delicado, o que se viu no primeiro semestre foi uma desaceleração nos preços, que tende a continuar nos próximos meses”, afirmou ele. Desde dezembro de 2013, o índice FipeZap vem registrando uma pequena desaceleração dos preços. O Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro confirma, apontando que imóveis das zonas Norte e Oeste tiveram valorização abaixo do índice oficial de inflação, que foi de 3,74% no período.
“Vamos voltar à normalidade. Tanto na demanda por imóveis como na questão do preço que, acredito, vão acompanhar a inflação. Quedas, assim como aumentos, podem acontecer em alguns casos específicos, mas na média, acho que os preços se mantêm”, afirmou ao O Globo o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider. O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, crê em um incremento de vendas a partir de agosto, com os lançamentos das construtoras. Segundo ele, o mercado preferiu deixar para lançar os empreendimentos neste segundo semestre devido ao número excessivo de feriados de janeiro a julho. “Mantenho minha projeção de crescer em torno dos 10% este ano. Os preços não subiram porque ia ter Copa e também não vão cair porque ela acabou. Acho até que podem subir, em especial nas regiões que passam por mudanças na infraestrutura em função das Olimpíadas, aqui no Rio”, acredita ele.

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