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Governo promete 2,6 milhões de habitações ao lançar a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida

Investimentos chegam a R$ 125,7 bilhões. A meta deve ser cumprida até 2014

Dois milhões de casas até 2014 e mais 600 mil unidades em um ano, com previsão de investimentos na ordem de R$ 125,7 bilhões. A promessa é da presidente Dilma Roussef, ao lançar a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. A ideia do governo federal é, inclusive, aumentar o universo de beneficiários do programa e, para isso, aumentou o limite de renda para quem quer aderir, de R$ 4.650,00 para R$ 5 mil. Dilma disse que essa segunda fase do Minha Casa, Minha Vida é prioridade e vai de encontro às promessas de campanha. E garante que construirá 600 mil casas dentro de um ano, número este que se soma à meta de 2 milhões de unidades. O fim do prazo de entrega destas casas coincide com os lançamentos de campanhas eleitorais para prefeitura no país. Ao anunciar esses números, a presidente falou que o governo está estudando uma linha de financiamento para a compra de produtos de linha branca – geladeiras, fogão, etc. “É muito importante que nós tenhamos uma linha de financiamento especial para quem tem acesso à casa. No Brasil, era crime dar subsídios. Nós achamos que subsídios dados corretamente não apenas são efetivos, como não criam bolhas, não criam ilusões e, ao mesmo tempo, fazem mexer a roda social do país”, disse ela. Do total de recursos destinados a nova fase do programa, o FGTS entrará com R$ 10,4 bilhões. “Vamos correr contra o tempo”, disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda, informando que o banco tem atualmente 140 mil pedidos em análise. Mas a Caixa não estará só. Dilma informou que o Banco do Brasil terá forte participação no programa, com meta de contratar 400 mil unidades. A presidente anunciou alterações nos critérios de classificação de renda, que antes era por quantidade de salários mínimos. Para fugir do impacto de aumentos significativos do piso, foram fixadas três faixas: até R$ 1.600,00 (meta de 1,2 milhões de moradias), até R$ 3.100,00 (600 mil unidades) e, finalmente, até R$ 5 mil (outras 200 mil unidades). Inovações nas unidades foram anunciadas: as casas e apartamentos serão um pouco maiores, com janelas mais amplas, azulejos em todas as paredes da cozinha e do banheiro, piso cerâmico nos cômodos e aquecimento solar. Tais mudanças levaram o governo a elevar de R$ 55,8 mil para R$ 60 mil o valor máximo das unidades para famílias com renda de até R$ 1.600,00. Esse valor pode chegar a R$ 170 mil, nos grandes centros, para famílias com renda maior. Ao mesmo tempo que o governo lançou a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida, o Conselho Curador do FGTS aprovou o aumento do limite de renda das famílias que podem financiar um imóvel usando recursos do fundo com juros menores. A renda máxima dos beneficiários que podem usar a Carta de Crédito FGTS aumentou de R$ 4,9 mil para R$ 5,4 mil. Essa linha financia imóveis novos e usados com valor de até R$ 170 mil. O juro praticado nesta modalidade é o mais baixo do mercado. Até agora, ele oscilava entre 5% e 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR), dependendo da faixa de renda, até o teto permitido. Com a decisão do Conselho Curador, o juro foi fixado em 6% ao ano mais TR para todas as faixas de renda.

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