O governo federal deve anunciar um novo programa habitacional que oferecerá terreno para que construtoras ergam empreendimentos. Nomeado de Aproxima, o programa será voltado para famí-lias com renda entre dois e cinco salários mínimos (hoje, de R$ 1.996 a R$ 4.990), classes C e D. Será como uma espécie de leasing, quando o morador que pagar o aluguel até o final de seu contrato terá direito ao imóvel. Fontes do governo adiantaram que a meta é lança o Aproxima com 200 dife-rentes projetos até 2002, quando termina o mandato do Presidente Jair Bolsonaro. “O programa é uma parte do plano maior de reestruturação da política nacional de habitação, que também trará mu-danças para o Minha Casa Minha Vida (MCMV). Os estudos envolvem principalmente os Ministé-rios de Desenvolvimento Regional e da Economia. De acordo com integrantes do governo, uma das vantagens do Aproxima é colocar o trabalhador morando em área urbana, próxima do trabalho. Há bastante críticas em relação ao fato de o Minha Casa construir empreendimentos especialmente nas periferias das grandes cidades, principalmente por causa do alto valor dos terrenos. Outra diferença em relação ao Minha Casa é liberar comércio e prestação de serviços nos condomínios. Isso permite às construtoras e às incorporadoras cobrarem mais caro pelos imóveis comerciais e reduzir as presta-ções das famílias nos imóveis residenciais. A oferta do terreno pela União também reduz o custo das empresas para construir os empreendimentos”, publicou o jornal Valor Econômico, informando que a limitação no valor da prestação que será pago pelas famílias vai variar de acordo com a região, o per-fil do município e a renda dos potenciais moradores. Em entrevista ao jornal, o Secretário de Desen-volvimento de Infraestrutura, Diogo Mac Cord de Faria, disse que os critérios de escolha do vence-dor da concorrência pelo terreno vão considerar o projeto que promova o maior retorno à sociedade. “Eu faço um concurso de ideias de quem consegue me gerar, no fim das contas, um maior retorno para a sociedade, que é a quantidade de famílias de menor poder aquisitivo morando em áreas que jamais poderiam pagar, em locais próximos de seus empregos. Então é bastante inovador, tanto em termos de política pública de habitação quanto em termos de forma de possibilidade desse terreno”, afirmou ele.
Publicado em 01/11/2019