Com o objetivo de proteger os recursos dos trabalhadores contra a inflação, o governo federal estu-da mudanças mas regras de remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS ). Desde julho de 1999 (a partir da aplicação dos redutores no cálculo da Taxa Referencial), o FGTS só registrou ganhos acima da inflação nos anos de 2005, 2006, 2007 e 2017. “Concordamos com o governo que o fundo de garantia precisa ser corrigido pela inflação, e não pela TR. O rendimento do Fundo no período de 10/08/1999 a 10/09/2016, considerando a TR + juros de 3% ao ano, foi de 145,46%. Se a correção fosse pelo INPC o rendimento teria sido de 156,66% no período. Com isso, os trabalhadores perderam R$ 425 bilhões”, disse o Presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, Marcio Avelino. A intenção do governo é ampliar o prazo e permitir nova rodada de saques, mas, para isso, precisará da aprovação do Congresso Nacional. “O FGTS vai sofrer reforma-tações, incluindo mudanças em sua governança, gestão e rentabilidade. Hoje, a rentabilidade é de 3% ao ano mais taxa referencial (que atualmente está zerada). Logo, em termos reais, descontada a inflação, ela é negativa, funciona como um imposto sobre o cidadão, em vez de ajudá-lo”, afirmou o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.
Publicado em 03/06/2019