O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, estimou que o fim do déficit habitacional no país levará 29 anos, diante do ritmo atual de financiamento e o crescimento da população. “Portanto, é necessário um funding [para a habitação] muito acima do atual”, disse ele, durante uma audiência pública no Senado, promovida pela comissão mista que debate a Medida Provisória (MP) 889/19. A MP trata das regras para os saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) e do PIS/Pasep. Segundo França, o déficit habitacional é de 7,8 milhões de moradias, mas estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) demonstram que na próxima década haverá um crescimento adicional de 9 milhões de moradias neste déficit. “Das 9 milhões de moradias novas necessárias, 71% serão demandados por famílias que ganham até cinco salários mínimos. Isso exigirá que esses imóveis sejam em boa parte financiados pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV)”, garante ele.
Publicado em 01/11/2019