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Empresários aprovam o pacote habitacional

Mas se preocupam com a sinergia entre os governos e a Caixa e com questões práticas, como terrenos suficientes para a construção de 1 milhão de casas.

O mercado bateu palmas para o pacote habitacional. Para o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antônio França, “era necessário uma política clara para esse segmento, o que significa subsídio”. Segundo ele, “isso acontece em um momento importante para o país e o setor vai dar um grande reforço ao PIB, estimulando a indústria como um todo”. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, classificou o momento como “histórico para a indústria da construção”. Segundo ele, o pacote atende as reivindicações do setor, mas aponta um desafio para o plano dar certo: ter terrenos suficientes para a construção das casas. Já Roberto Senna, presidente da Bairro Novo, empresa do Grupo Odebrecht, espera por uma atuação coordenada dos governos federal, estaduais, municipais, a Caixa Econômica Federal, cartórios e órgãos de licenciamento ambiental. “O conjunto do pacote é abrangente, os gargalos foram atacados e há recursos suficientes. Mas será preciso uma sinergia. Hoje, o licenciamento ambiental é um dos grandes entraves”, disse. Para a Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), a falta de prazos concretos para a construção de um milhão de casas enfraquece o pacote. “Achei tudo muito evasivo. Como serão os financiamentos? Que tipo de contrato? O governo admitiu que os seguros distorciam as prestações e os reduziu. Mas como ficam os mutuários com financiamento em curso?”, apontou o consultor jurídico da entidade, Rodrigo Daniel dos Santos.

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