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Emissões de CRI atingiram valor recorde de R$ 21,73 bilhões em 2019

Trata-se de um crescimento de 138% em relação ao ano anterior

O jornal valor Econômico publicou reportagem informando que as emissões certificadas de recebí-veis imobiliários (CRI) atingiram, em 2019, o valor recorde de R$ 21,73 bilhões, com crescimento de 138% em relação ao ano anterior. “A Uqbar destacou que no ano passado o prazo de vencimentos de títulos se alongou, revertendo a tendência de encurtamento que havia sido verificada em 2018. Em 2019, os títulos com vencimento entre 10 e 15 anos representaram 32% do total, ante 19% do ano anterior. Os vencimentos acima de 15 anos somaram 8,6% do total emitido, ante 3% em 2018. Na análise da Uqbar, o avanço do perfil de vencimento dos CRIs é positivo para o mercado, pois eles se aproximam do prazo esperado de uma carteira de créditos imobiliários pulverizados e devidos por pessoas físicas”, informou o jornal. “O mercado está muito aquecido, com uma demanda muito forte de investidores trazidos pelas plataformas de investimento e em busca de operações com mais de retorno”, disse ao Valor a sócia da securitizadora Fortesec, Juliana Mello. Segundo ela, 2019 foi o ano mais forte para sua empresa, que emitiu R$ 1,5 bilhão de CRIs, um volume igual à soma de 2016 a 2018. Juliana disse ao Valor que não acredita que haja atualmente uma bolha nesse mercado. “Vimos tantos fundos imobiliários fazendo duas ou três ofertas subsequentes ano passado, quanto outros que estão segurando essas novas captações por avaliarem que faltam ativos para investir”, afirmou ela. “Ainda conforme dados da Uqbar, 46% do total do volume emitido em CRIs foi inde-xado a índices de inflação (IPCA, IGP-M o u INPC). Parcela ainda mais relevante, de 50,7%, ficou atrelada ao CDI e os CRIs com remuneração prefixada responderam por 3% do total. A consultoria destaca que os fundos de investimento dedicados ao setor imobiliário ficaram com a maior parte dos papéis – 55% do que foi emitido. Em segundo lugar, vieram as pessoas físicas, com 23,4%; e as insti-tuições intermediárias das ofertas também abocanharam percentual relevante, com 11%. O percentu-al restante ficou com pessoas ligadas aos emissores, instituições financeiras e outros”, acrescentou o Valor Econômico.

Publicado em 03/02/2020

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