O setor de moradia popular enfrenta uma forte crise nos últimos anos. A escassez de investimentos do Governo Federal afetou a produção habitacional das grandes cidades brasileiras, mas ainda assim a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-Curitiba) busca alternativas para driblar a crise. Segundo a companhia curitibana, de janeiro de 2017 a setembro de 2019 foram contempladas com novas moradias 1.635 famílias (1.197 inscritas na chamada fila da casa própria e 438 retiradas de locais de risco). “Não podemos comparar a atual produção com outros momentos históricos em que houve forte investimento federal em habitação. Moradia popular é um produto caro, não há município que consiga grandes produções somente com recursos próprios. Mesmo assim alcançamos a média de quase duas moradias entregues por dia”, disse o Prefeito Rafael Greca. Ele pontua que a Cohab se reestruturou, após acúmulo de dívidas tributárias e perda da Certidão de Tributos Federais – documento necessário para contratação de obras e serviços. Grivo garante que dívidas foram sanadas, as despesas diminuídas e um mutirão foi realizado para reduzir a inadimplência. “Encontramos a Cohab parada. No primeiro ano concentramos esforços para reorganizar o planejamento financeiro. A partir da obtenção da certidão pudemos recontratar obras que haviam sido abandonadas e voltamos a atender a fila de inscritos e moradores de áreas de risco”, revela o Presidente do órgão, José Lupion Neto. De acordo com ele, para compensar a ausência de recursos federais, Curitiba passou a concentrar esforços nas parcerias com a inciativa privada. Os convocados para aquisição de imóveis recebem condições especiais na compra e desta maneira 1.117 famílias já estão vivendo em apartamentos novos. Outras 2,7 mil unidades desta modalidade estão em fase de contratação.
Publicado em 01/10/2019