Notícias

Curitiba faz 318 anos e habitação é destaque nas comemorações

Prefeitura entrega casas a 229 famílias nas comemorações do aniversário da cidade, em março

Importantes ações na área de habitação marcaram as comemorações dos 318 anos de Curitiba, ao longo de março. A prefeitura entregou imóveis próprios para um total de 229 famílias, o que representou um investimento de R$ 8 milhões. “A habitação está entre as prioridades da nossa gestão. Estamos entregando moradia digna para a parcela da população que mais necessita, para que estas pessoas tenham a auto-estima elevada e sintam-se inseridas na cidade”, explica o prefeito Luciano Ducci. No dia 1º de março, as comemorações de aniversário foram iniciadas com a inauguração do Residencial São Francisco, no Sítio Cercado, onde foram investidos R$ 2,16 milhões e já estão morando 48 famílias. Foi o primeiro empreendimento inaugurado em Curitiba, construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda até três salários mínimos. Já no dia 28, aconteceu a entrega de 73 casas no Moradias Parolin, onde passam a viver famílias que estavam em situação de risco às margens do rio Vila Guaíra. A construção das unidades representou um investimento de R$ 2 milhões, parte de um projeto de intervenção maior onde estão sendo investidos R$ 43,4 milhões, com recursos da prefeitura e do governo federal, para atendimento a 1.507 famílias com obras de reassentamento, urbanização, a construção de uma escola e a recuperação ambiental das margens do rio. No dia 30 foi realizada a inauguração do Residencial Santa Mônica, também no Sítio Cercado, com 48 apartamentos para atendimento de famílias inscritas na fila da Cohab Curitiba e também moradores de áreas de risco. Foram investidos R$ 2,16 milhões para a construção dos apartamentos, cujo empreendimento conta com salão de festa, churrasqueira, estacionamento e área de recreação. Finalmente, encerrando o mês de comemorações, a Cohab Curitiba entregou, no dia 31, 60 casas no Moradias Corbélia, no bairro São Miguel, o que significou um investimento de R$ 1,7 milhão. O empreendimento está sendo construído para reassentar moradores de áreas de risco na bacia do rio Barigui e totaliza 555 unidades. Segundo a Cohab Curitiba, ao todo estão sendo investidos para a construção do Moradias Corbélia e equipamentos urbanos no local R$ 20,7 milhões, com recursos da Prefeitura e do governo federal. A infraestrutura do loteamento inclui ruas asfaltadas, redes de água, energia elétrica, iluminação pública, coleta e tratamento de esgoto e drenagem. Na mesma área do empreendimento, estão sendo construídas, com recursos do PAC, uma escola de 1ª à 4ª série do 1º grau e uma creche, para atender a população reassentada. Com recursos do município, serão construídos uma unidade de atendimento social e um Armazém da Família. FMHIS – No dia 15 de março, foi empossado o novo Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). Os conselheiros, que representam o setor público, entidades de classe e movimentos populares, têm mandato de dois anos e entre suas atribuições está a definição sobre a destinação de recursos e o acompanhamento de obras financiadas com recursos do Fundo. A posse foi realizada no auditório da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), que é o agente operador do FMHIS. Estavam presentes o presidente da Cohab Curitiba, João Elias de Oliveira, o secretário municipal de obras públicas, Mario Tookuni (que é o presidente do Conselho Gestor do Fundo) e o vereador Paulo Frote, representante da Câmara Municipal no CGFMHIS. “O nosso objetivo é trabalhar pelo bem da comunidade. A habitação é uma área que demanda muitos recursos e, por isso, é importante manter uma boa política de destinação de verbas. Neste sentido, a ação do Conselho Gestor é fundamental, porque permite que sejam identificadas as prioridades e os recursos aplicados nas áreas de maior necessidade”, disse Tookuni. O presidente da Cohab Curitiba ressaltou a importância de incorporar à política habitacional uma visão com caráter mais preventivo. “Hoje, ao retirarmos famílias das margens de rios, estamos agindo sobre as causas da ocupação urbana desordenada. Mas, ao promovermos a recuperação da margem do rio de onde saíram as famílias, estamos cuidando também do futuro e evitando que novas tragédias, como as provocadas por enchentes e desabamentos, se repitam com a mesma freqüência que vemos hoje”, falou. O orçamento do FMHIS para este ano é de R$ 3,79 milhões. A principal receita do FMHIS vem da arrecadação resultante da aplicação do mecanismo do solo criado (pagamentos feitos pelas empresas de construção civil que, com autorização da SMU, utilizam acréscimo de potencial construtivo em seus projetos). O principal objetivo do Fundo é o financiamento de projetos destinados ao atendimento da população com renda de até três salários mínimos. No ano passado, o FMHIS financiou a atuação em 15 diferentes áreas da cidade, com benefícios para 3,4 mil famílias.

Cadastre-se e receba
noticias no seu email

Notícias Recentes
Procurar por Mês
Procurar por Ano