A partir de mais um corte dos juros básicos da economia, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), os bancos privados iniciaram uma ofensiva em busca da ampliação de suas carteiras de crédito imobiliário, numa verdadeira guerra de taxas de juros da casa própria. Primeiro, o Itaú anunciou uma queda na taxa mínima de 8,30% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,45%, seguido do Bradesco, que reduziu sua taxa de 8,10% para 7,30%, a menor taxa do mercado. Ambos disputam a vice-liderança do setor, ainda pertencente a Caixa Econômica Federal, tanto em volume quanto em valor de concessões. “Com a reação das duas instituições, considerando as cinco maiores do mercado, a taxa mínima para linhas de financiamento do segmento abre o mês de outubro com média de 7,91%, queda de 0,33 ponto porcentual. Em julho, o Santander também já havia reduzido a sua taxa de 8,50% para 7,99%”, informou o portal Infomoney. À reportagem do portal, o Santander não descartou um novo corte na taxa de juros da casa própria, embora esteja mais centrado, no momento, com o crédito pessoal. Aliás, o banco espanhol anunciou a redução de 1,05% para 0,99% em seu home equity – produto de empréstimo com garantia de imóvel. “Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o Itaú figura na primeira posição entre os bancos privados no País em concessão de crédito imobiliário para pessoas físicas em 2019. A carteira total de crédito imobiliário do banco é de mais de R$ 49 bilhões, dos quais R$ 44 bilhões são de financiamentos para pessoas físicas. Bradesco segue na segunda colocação e o Santander fecha o ranking. Na lista das instituições financeiras em geral, a Caixa lidera, com empréstimos de R$10 bilhões, até agosto, em crédito para compra da casa própria. Foram financiadas 48.654 unidades”, informou o Infomoney. Após o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar no dia 30 mais um corte na taxa básica de juros, a Selic, passando de 5,5% ao ano para 5% ao ano, os bancos privados garantiram que irão reduzir suas taxas de juros. Itaú e Bradesco farão corte nas taxas atuais, mas ainda não divulgaram os novos valores. O Santander ainda não se posicionou sobre o assunto.
Publicado em 01/11/2019