A Companhia de Habitação de Minas Gerais superou em três vezes sua meta proposta para a construção de casas populares nos últimos seis anos: desde 2005, quando foi criado o Programa Lares Geraes Habitação Popular, o Governo de Minas construiu 32 mil casas, quando a meta era 10 mil moradias construídas. O número de municípios atendidos chega 393. Das 32 mil casas, 26 mil já foram entregues. Até novembro, deverão ser entregues as chaves da casa nº 30 mil. Esses números foram apresentados na solenidade comemorativa dos 46 anos da Companhia, realizada no dia 29 de agosto, na Cidade Administrativa, com a presença do vice-governador Alberto Pinto Coelho. Durante a cerimônia houve ainda posse simbólica da nova diretoria, composta pelo presidente Octacílio Machado Júnior, pelo vice Mauro Brito, pelo diretor Administrativo e Financeiro, Paulo Roberto Delgado, pelo diretor de Desenvolvimento e Construção, José Antônio Cintra, e pelo diretor da Habitação, Fradique Gurita da Silva. “Estamos aqui hoje comemorando números extremamente significativos, e nada demonstrado aqui seria possível sem o corpo de funcionários dedicados, comprometidos. Muitos, provavelmente, passaram por momentos de boas expectativas e momentos em que se imaginou não haver luz no fim do túnel. De todas as atividades que realizamos, duas são as mais significativas: quando as famílias que já possuem suas casas assopram as lamparinas e acendem a luz elétrica, e quando entregamos casa a quem não possuía. Mas não há nada que se compare à entrega das chaves às famílias”, discursou o vice-governador do estado. “Celebrar o aniversário de uma empresa pública que chega a quase meio século de existência já é motivo de regozijo”, comemorou o presidente Octacílio Machado Júnior, lembrando que, dentre as várias empresas estatais criadas no início dos anos 60, poucas sobreviveram, e que “o fato de a COHAB estar ativa e ainda vibrante testemunha a sua vitalidade, que vem da sua nobre e ímpar missão no Estado: a de proporcionar o acesso à casa própria para famílias mineiras que não têm dinheiro para comprar sozinha uma moradia e sequer para pagar aluguel”. Engenheiro eletricista, Octacílio comparou a situação atual da Cohab-MG com as usinas que geram energia elétrica no regime chamado de “batelada”, gerando eletricidade para atender determinada demanda, e não em fluxo contínuo que abastece de forma integrada o sistema como um todo. Por isso, defendeu que a companhia deixe de operar também por “bateladas”, e passe a construir casas “em fluxo contínuo para ofertar casas de forma constante e regular às famílias de 1 a 3 salários onde elas estiverem.” E completou: “Esse grande alvo estratégico é que permitirá à Cohab-MG comemorar ainda mais os seus próximos e muitos anos de vida”. A Cohab MG foi criada em julho de 1965, como sociedade de economia mista, tendo o Estado como sócio majoritário. A empresa nasceu vinculada aos extintos Sistema Financeiro Nacional de Habitação e Banco Nacional de Habitação. Em 1º de novembro de 1967 foi inaugurado o primeiro conjunto habitacional, o Conjunto Vale do Jatobá, em Belo Horizonte, com 1.312 moradias.