Estimular os bancos a ampliarem o financiamento imobiliário. Esse é o objetivo da medida aprovada no início de novembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN): até então, o banco que financiava mais de 80% do preço de um imóvel, tinha que manter em caixa pelo menos 75% do valor do empréstimo, o chamado requerimento de capital. Agora, com a nova medida, no financiamento de até 100% do imóvel, na medida que o crédito for sendo quitado e o saldo devedor fique menor que 80% do valor da casa própria, o requerimento de capital será enquadrado como se fosse uma operação comum. Assim, a instituição financeira terá que manter em caixa apenas 35% do valor financiado. Especialistas explicam que na prática a medida do CMN eliminou a punição para empréstimos mais longos, que exigia que o banco deixasse parado um percentual muito maior, mesmo quando o financiamento chegasse próximo do fim. Segundo eles, na visão do Banco Central tal prática era uma “assimetria”, pois o risco de calote seria muito baixo, com um requerimento de capital muito alto. O Banco Central espera que a medida possa ter como efeito o barateamento do crédito imobiliário mais longo.