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Caixa: volume de empréstimos para habitação até novembro supera valor de 2004

Até novembro, a Caixa já emprestou mais de R$ 5,9 bilhões para a compra da casa própria

A Caixa Econômica Federal já superou o volume de financiamento da casa própria de 2004, considerando os números consolidados até novembro deste ano. A CEF já emprestou, nos primeiros 11 meses de 2005, cerca de R$ 5,9 bilhões, contra os R$ 5,8 bilhões do ano passado. Em unidades, isso representa 310.975 imóveis financiados. O número é ainda mais significativo se consideradas apenas as operações de crédito destinadas ao setor privado – o que inclui os financiamentos individuais para pessoa física (todas as faixas de renda). Já são R$ 990 milhões mais que todo o aplicado no ano passado, representando um crescimento de 21%. No período, o principal destaque é a expansão das contratações com recursos da própria Caixa. Até 11 de novembro, o banco já havia emprestado R$ 1,052 bilhão, enquanto, em 2004, esta mesma modalidade teve uma contratação de R$ 453 milhões. A evolução representa um incremento de 132% no que foi realizado em todo o ano passado. O Construcard, outra modalidade com recursos da CAIXA, também já superou neste começo de novembro todo o valor contratado no ano passado – R$ 579 milhões contra R$ 513 milhões. O mesmo ocorreu na principal modalidade de crédito com recursos do FGTS, a Carta de Crédito Individual. O valor contratado em 2005 já é 43% superior ao realizado em 2004. Na comparação entre os meses de outubro de 2005 e de 2004, a instituição expandiu em 39% as contratações de crédito imobiliário – R$ 5.657 bilhões, em 2005, ante R$ 4.074 bilhões em 2004. O Programa de Arrendamento Residencial (PAR) também apresentou crescimento: se comparadas as contratações de janeiro a outubro de 2005 com o mesmo período do ano passado, há uma expansão de 61%. Em 2004, foram emprestados R$ 355 milhões pra o programa, enquanto este ano já são R$ 573 milhões disponibilizados para o programa que beneficia famílias com renda mensal de até seis salários mínimos. Em relação à atuação destinada à redução do déficit habitacional – com foco em famílias com renda de até cinco salários mínimos – em 2004, 73% das unidades financiadas com recursos do FGTS foram destinadas a esse público. Neste ano, o percentual já cresceu para 75%. Um dos principais fatores responsáveis por esse bom desempenho com a baixa renda é a Resolução nº. 460/04 do Conselho Curador do FGTS, que possibilita que famílias com renda de até R$ 1.500 tenham subsídio especial para aumentar capacidade de compra.

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