Notícias

Caixa garante meta de 2 milhões de unidades do programa Minha Casa Minha Vida

Banco desmente ministro, que garantiu haver dezenas de milhares de unidades prontas, mas não entregue aos beneficiários

A Caixa Econômica Federal desmentiu o novo ministro das Cidades, Bruno Araújo, que afirmou haver “dezenas de milhares de unidades” prontas no Programa Minha Casa Minha Vida, que não foram entregues devido à agenda dos ex-ministros do governo afastado. Além disso, o banco garantiu que a meta de contratação de 2 milhões de unidades do programa até 2018 está mantida, embora Araújo tenha defendido a revisão desse montante. Durante a campanha eleitoral, Dilma Rousseff prometeu entregar 3 milhões de moradias na terceira etapa do programa, mas, em fevereiro, anunciou que a meta seria 2 milhões de unidades. Segundo a assessoria de imprensa da Caixa, 46,2 mil unidades da faixa 1 do programa (famílias que ganham até R$ 1,8 mil) estão com as obras concluídas, em fase de legalização para serem entregues aos beneficiários. Desse total, 15,5 mil foram construídas em cidades do interior do país, com menos de 50 mil habitantes. A Caixa diz que a demora na entrega depende de trâmites burocráticos, como habite-se e averbação, além da finalização de obras de ligação da rede de esgoto, água e energia elétrica. O ministro Bruno Araújo disse que irá propor ao presidente Michel Temer que o governo faça uma única solenidade de entrega das chaves simbólica. A atual presidente da CEF, Miriam Belchior, ocupa o cargo desde o início do ano passado. Gilberto Occhi, funcionário de carreira da Caixa e ex-ministro da Integração e Cidades, é o mais cotado para substituí-la. Como o assunto acabou criando uma polêmica, o ministro das Cidades emitiu nota, onde afirma que “estamos em um momento de transição, em hipótese alguma falaríamos em uma suspensão do programa Minha Casa Minha Vida. O que estamos fazendo é sendo cautelosos”.

Cadastre-se e receba
noticias no seu email

Notícias Recentes
Procurar por Mês
Procurar por Ano