A Caixa Econômica Federal trabalha com uma estimativa de crescimento em 2016 de 30% nos financiamentos da casa própria para imóveis até R$ 225 mil. São imóveis enquadrados nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa Minha Vida. “Na habitação social, modalidade em que não houve restrição de oferta de recursos, já houve uma aplicação bastante expressiva em 2015, quando fechamos o ano com [volume de financiamento] 31% maior do que no ano anterior”, afirmou o diretor executivo de Habitação da Caixa, Teotônio Rezende.
De acordo com a Caixa, de janeiro a setembro de 2015 os empréstimos com recursos do FGTS (fonte de financiamento das faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida) somaram 37,9 bilhões. Tal volume foi bem próximo dos R$ 40,9 bilhões concedidos ao longo de 2014, mas falta contabilizar os meses de outubro, novembro e dezembro de 2015.
Rezende pontuou que essa estimativa de crescimento já inclui a demanda da terceira fase do PMCMV, que traz várias novidades, entre as quais a criação da faixa 1,5, que contemplará um maior número de pessoas de baixa renda, até então não atendidas pelo programa. “As grandes construtoras, que trabalham com as faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, não têm problema de estoque e de velocidade de venda. É que, na habitação social, o cliente está trocando o aluguel pela prestação da casa própria. Para ele, não faz sentido mudar a decisão de comprar”, explicou o executivo.
Rezende lembrou que as vendas nesse segmento serão impulsionadas por dois outros fatores: a elevação do limite de renda mensal dos beneficiários, de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil na terceira etapa do programa, e o reajuste dos valores máximos dos imóveis das faixas 2 e 3, variando de R$ 90 mil a R$ 225 mil, dependendo da localidade do país. “A tendência é que a demanda continue em alta com os ajustes do programa e a criação da faixa 1,5”, acredita Rezende. Das 6,5 milhões de simulações de crédito imobiliário realizadas mensalmente no site da Caixa, nada menos do que 60% são para imóveis até R$ 200 mil.