Em entrevista publicada pelo jornal O Globo em 13 de julho, o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, afirmou que a instituição está estudando a flexibilização dos financiamentos, oferecendo taxas mais competitivas para aqueles que podem dar maior entrada, garantia e pagamento em menor prazo. “Estamos fazendo avaliações com as áreas de riscos, financeira e da habitação, para fazer uma adequação nas condicionantes atuais (conta de financiamento, taxa e prazo). Se eu e você procuramos um financiamento de R$ 500 mil, por exemplo, e eu tenho uma entrada para oferecer e você não, as condições são as mesmas para nós dois. A ideia é fazer com que essas condicionantes passam a ser móveis. Estamos pensando em oferecer a condição diferente à medida que tenha clientes ou demandas diferentes. Muita gente quer um financiamento menor e liquidar logo a dívida ou quer só a metade do valor do imóvel. Posso dar a ele uma taxa menor, suportada nos parâmetros de funding (financiamento), e, para isso, estamos fazendo estudos”, disse ele. Occhi não revelou uma data mas acredita que a Caixa possa apresentar novidades ainda neste ano. Ele afirmou, na entrevista, que a Caixa garantirá em 2016 o mesmo volume de financiamento do ano passado, ou seja, R$ 91 bilhões. “A grande demanda, mesmo nesse momento de retração do setor imobiliário, continua sendo na faixa do FGTS, que tem mantido a disponibilidade dos recursos e até aportado mais na faixa que a gente pode operar, que vai de R$ 225 mil a R$ 500 mil (de valor do imóvel) e de R%$ 500 mil até R$ 750 mil em algumas capitais (Brasília, Rio, São Paulo e Belo Horizonte). Estamos administrando as demandas em relação aos imóveis acima desses valores”, afirmou o executivo.