Até o final de setembro, o estado de Roraima apresenta o melhor desempenho no país dentro do programa Mina Casa, Minha Vida, com contratação de 37,6% do previsto. O estado de Goiás segue em segundo lugar, com 6.611 unidades contratadas, no valor de R$ 337,42 milhões, o equivalente a 24% da meta total de 27.613 unidades previstas para o Estado. O superintendente da Caixa em Goiás, Moacyr do Espírito Santo, garante que o ritmo de análise dos projetos e contratações está acelerado. “Fizemos reuniões com o Sindicato da Indústria da Construção em Goiás (Sinduscon-GO) para esclarecer dúvidas e fazer com que os projetos cheguem à Caixa sem falhas para agilizar o processo”, garantiu ele. Mas a indústria da construção civil goiano diz que o desempenho poderia ser muito melhor se a burocracia diminuísse. Segundo o presidente do Sinduscon-GO, Roberto Elias Fernandes, um dos maiores entraves é a demora na liberação das Avaliações de Viabilidade Técnica (AVTOs) de água, esgoto, energia elétrica e meio ambiente. Os problemas com falta de água e esgoto inviabilizam a execução dos projetos de construção. As construtoras cobram das prefeituras a doação de terrenos, sob o argumento de que o valor máximo para cada casa (R$ 38 mil) e apartamento (R$ 42 mil) construídos no programa é baixo. “Poucos prefeitos fornecem terrenos e, quando isso acontece, eles não têm escritura”, explica Roberto Elias.