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Brasil precisa de 27,7 milhões de novas moradias até 2020

O cálculo é da Fundação Getúlio Vargas e será apresentado ao Ministério das Cidades

27,7 milhões. Esse é o número de moradias que o país precisa até 2020 para atender o crescimento das famílias brasileiras, zerar o déficit habitacional e eliminar cortiços e favelas. O cálculo é da Fundação Getúlio Vargas, que realizou um amplo estudo, à pedido do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, para apresentar ao Ministério das Cidades durante as discussões do Plano Nacional de Habitação (PlanHab). A FGV calcula que em 2020 o país terá 21,1 milhões de novas famílias, precisará eliminar 2,431 milhões de moradias habitadas por duas ou mais famílias e deverá extinguir 3,548 milhões de moradias consideradas inadequadas. Os números batem com as estimativas do próprio Ministério das Cidades, que calcula serem necessárias em 2023 27 milhões de novas moradias apenas para atender ao crescimento das famílias – isso sem falar no déficit habitacional. Atualmente, cerca de 1,6 milhão de moradias são construídas por ano no país. Segundo a FGV, esse número tem de subir para 2 milhões de unidades anuais para atender a demanda habitacional que está por vir e eliminar as moradias inadequadas. O estudo também constatou que cerca de 70% a 75% dessas 27,7 milhões de novas moradias têm de atender as famílias com renda familiar de até dez salários mínimos, cuja faixa de renda é a mais carente de habitação e é a que mais cresce. “Pelo menos metade da demanda habitacional prevista até 2020 precisa de subsídio direto do Estado”, acredita Fernando Garcia, coordenador do Núcleo de Economia da FGV Projetos.

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