O Governo federal adotou novas medidas na área de crédito imobiliário que atingem a antigos e novos mutuários. Para um total de 187 mil mutuários de todo o país, que têm contratos sem cobertura do FCVS e que se tornaram impagáveis, o Governo oferece uma renegociação com a EMGEA. Já candidatos a mutuários terão mais rapidez e flexibilidade na avaliação de risco pela Caixa Econômica Federal. O programa de quitação anunciado é direcionado a contatos firmados entre o fim da década de 80 a junho de 94 (começo do Plano Real). Os descontos podem superar 70% do saldo devedor, dependendo do caso. E o novo valor poderá ser pago em até 60 meses, sendo que o mutuário poderá utilizar recursos do FGTS. O principal critério da renegociação será o valor real do imóvel no mercado, mas contarão o valor financiado, o montante amortizado e os índices de reajuste aplicados nas prestações. Para renegociar, o mutuário deverá estar em dia com suas obrigações contratuais e se estiver na Justiça deverá desistir da ação. Já os candidatos a mutuários ganharam da CEF uma entrevista mais simplificada. A Caixa deixa de avaliar, por exemplo, a quantidade de bens eletrônicos e eletrodomésticos, bem como despesas com vestuário, lazer e transporte, que a pessoa tem. Se o pedido de empréstimos for negado, o cliente receberá um relatório detalhando o motivo, podendo, dessa forma, se adequar numa próxima tentativa. Outra novidade: o pagamento de aluguel não mais prejudicará o candidato, como acontecia até então. Quem comprovar o pagamento com regularidade nos últimos 12 meses não terá problemas para conseguir o empréstimo, pelo menos por ser locatário. E mais: mesmo com o nome sujo na praça, o candidato poderá ser aprovado, ainda que de forma condicional. O dinheiro só será liberado, no entanto, quando o cliente quitar suas dívidas e comprovar a solução das pendências.