“O mercado não tem capacidade de absorver esses recursos adicionais de R$ 1,6 bilhão. Sem as mudanças, os bancos já vinham atendendo a demanda existente. O problema do mercado não é de funding e sim de capacidade de o tomador final assumir um financiamento”, disse o Presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e Vice-Presidente do Bradesco, Décio Tenerello. Segundo ele, a elevação dos recursos para o crédito imobiliário se justificaria com um crescimento mais forte do Produto Interno Bruto, mas “o desempenho medíocre da economia no ano passado e o desemprego em 13% retraem o setor. Os desempregados não têm como assumir financiamentos, enquanto os empregados ficam com medo de ser demitidos e não pode assumir as dívidas”. O Vice-Presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Ferdinando Magalhães, destacou a alienação fiduciária, mas também não crê em efeitos práticos com as novas medidas. Pelo menos, imediatamente. “O governo deveria obrigar os bancos a cumprirem a exigência legal de aplicação dos recursos da poupança na habitação”, reivindicou ele.