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Abecip: mercado brasileiro de home equity soma R$ 9,5 bilhões

Home equity entrou no radar de fintechs e bancos do país

Reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico mostra que “com uma combinação de taxas de juros em queda, incentivos do Banco Central (BC) e lições deixadas pela crise econômica, o crédito garantido por um ativo imobiliário, chamado de “home equity”, entrou no radar de fintechs e dos bancos no Brasil. Grandes instituições financeiras têm reforçado a oferta do produto aos clientes, com redução de taxas, enquanto as startups ampliam o volume de recursos para a modalidade”. A reportagem informa que de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o mercado brasileiro de home equity soma R$ 9,5 bilhões. “Em 2017, o estoque era de R$ 12 bilhões, mas encolheu junto com o mercado brasileiro de crédito como um todo. Neste ano, porém, a produção mensal voltou a crescer. Ainda está bem distante do potencial, levando-se em conta o que se vê em outros países. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, já afirmou que o crédito com garantia de imóveis tem capacidade de alcançar R$ 500 bilhões. Apenas como comparação, o estoque de financiamentos imobiliários – para aquisição e construção – era de R$ 655 bilhões no fim de junho”, diz o jornal. “Hoje, existem R$ 13 trilhões ‘sentados’ em ativos fixos, em casas, e desse total só R$ 600 bilhões são financiados. Então, temos um índice de alavancagem muito baixo”, afirmou, em entrevista, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pontuando que 95% das casas são pagas e, “no entanto, as pessoas não conseguem usar esse ativo nem para baratear o crédito nem para extrair valor pessoal”. Segundo o Valor, “um impulso para esse mercado é a queda da taxa Selic para 6% ao ano – e a perspectiva de que os juros permaneçam baixos por bastante tempo -, já que estimula a tomada de linhas de crédito com prazos mais longos. No modelo praticado hoje pelo mercado, os empréstimos com garantia em ativo imobiliário chegam a ter uma duração de 15 anos”. A Diretora do Itaú Unibanco responsável pelas áreas de crédito imobiliário e consórcios, Cristiane Magalhães, disse que “já tínhamos o produto, mas relançamos no fim do ano passado”. Já o banco Santander oferece a linha há oito anos, mas busca hoje maior visibilidade para o produto. “É um produto do qual a gente gosta bastante. Tem garantia muito boa”, disse o Superintendente-Executivo de Negócios Imobiliários do banco, Paulo Duailibi.

Publicado em 02/09/2019

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