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Déficit habitacional no Brasil chegou a 7,78 milhões de unidades habitacionais em 2017

Segundo pesquisa da Abrainc e FGV, de 2007 a 2017 déficit cresceu 7%

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) fez um levantamento, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde aponta que o Brasil contabiliza um déficit de moradias de 7,78 milhões de unidades habitacionais em 2017. Segundo o estudo, esse déficit cresceu 7% em apenas dez anos, de 2007 a 2017 e aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde. A explicação para esse n´número está na redução do crédito para financiamento de imóveis, o desemprego em alta a partir dos anos de crise e a queda na renda das famílias tornando o sonho da casa própria ainda mais distante para milhares de brasileiros. “Chegamos ao recorde da série histórica de déficit habitacional. Hoje, ele ocorre, sobretudo, pela inadequação da moradia – famílias que dividem a mesma casa, moram em cortiços, favelas – e pelo peso excessivo que o aluguel passou a ter no orçamento das famílias nos últimos anos”, disse Robson Gonçalves, da FGV. Segundo ele, a maior parte do déficit é composta por famílias que ganham até três salários mínimos por mês.

Publicado em 01/02/2019

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