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Itaú tem o desafio de mudar seu legado e acompanhar a transformação digital

Candido Bracher, Presidente do banco, falou sobre o tema em congresso da Febraban

“Vivemos um momento de transformações exponenciais, e elas são assim pela rapidez e quantidade de pessoas atingidas e pelas mudanças de comportamento que trazem. Nós decidimos encarar o desafio de mudar o legado, porque acreditamos que mantê-lo seria a negação da capacidade de transformar”. A afirmação é do Presidente do Itaú, Candido Bracher, ao apresentar a visão da instituição sobre a jornada de transformação digital durante o CIAB Febraban 2018, Congresso de Tecnologia da Informação para Instituições Financeiras, que aconteceu de 12 a 14 de junho, em São Paulo. Bracher disse que a transformação acontece mais em função das pessoas do que da tecnologia e que ela não terá mais começo, meio e fim, mas sim um estado de permanência. Para ele, o mercado precisa estar preparado para mudar continuamente, e é isso que o Itaú, garante, está fazendo. Em sua palestra, o presidente do Itaú revelou que as mudanças que o banco vem realizando ao longo dos últimos anos são baseadas nas pessoas, na tecnologia e nos clientes. “Se os clientes querem ser atendidos mais rapidamente, precisamos dar aos nossos colaboradores autonomia para tomar decisões”, garante ele. O executivo pontuou que o perfil dos colaboradores do Itaú mudou, mesclando, hoje, formações clássicas com novas especializações. “Nos dois últimos anos, o número de especialistas digitais do banco cresceu 13 vezes. Como resultado, o Itaú atualmente é capaz de realizar ciclos de entrega cada vez menores, utilizando trabalho colaborativo e integrando times de diferentes gerações e origens funcionais. Não por acaso, o banco tem hoje 6 mil pessoas trabalhando no modelo Lean, 60% deles da geração Y”, afirmou, em sua palestra. Bracher revela que a instituição que presidente estimula a aproximação dos colaboradores com empreendedores, citando como exemplo a Cubo, uma iniciativa de incubação do banco que, em sua nova estrutura, vai abrigar mais de 1,2 mil pessoas. Em relação a tecnologia, revelou que o Itaú está apostando em novidades como cloud computing, blockchain, APIs e inteligência artificial. No ano passado, por exemplo, o banco inaugurou seu Centro de Excelência em Analytics. “Também temos trabalhado na integração do mundo analógico com o digital”, destacou ele. Já em relação aos clientes, o presidente do Itaú destacou somente no ano passado o banco analisou mais de 1,6 bilhão de visualizações de suas páginas e cerca de 245 mil postagens em redes sociais. “Nossa primeira postura é escutar os clientes. Com isso, muitas vezes conseguimos antecipar necessidades, como fizemos com a criação do teclado Itaú, que permite ao cliente fazer transações sem sair do aplicativo que estiver utilizando, e com a adoção do Apple Pay”, disse. Os resultados, garante o executivo, demonstram que o Itaú está no caminho certo. Segundo ele, de dois anos para cá, o número de clientes dos canais digitais do banco cresceu 19%. Bracher revelou, também, que 69% do resultado do banco, em 2017, foram gerados por canais ou vendas digitais, sendo que em 2005, este percentual era de 32%.

Publicado em 02/07/2018

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