A Companhia de Habitação de Londrina, no norte do Paraná, está proibida pelo Ministério das Cidades de construir novos residenciais do programa federal Minha Casa, Minha Vida para famílias de baixa renda. O motivo é que a cidade tem obras paradas. Segundo a Cohab, Londrina tem nada menos do que 61 mil pessoas na fila, aguardando a realização do sonho da casa própria, dos quais 80% têm renda abaixo de três salários-mínimos. As obras do residencial Flores do Campo, por exemplo, estão paradas há quase um ano, e foi ocupado por centenas de famílias em outubro do ano passado.“A gente nem consegue dar encaminhamento junto à Caixa tendo em vista a restrição ao município de Londrina. O Ministério das Cidades foi muito claro, onde houver invasão, depredação do patrimônio público, não vai haver novos recursos”, lamenta o presidente da Cohab, Marcelo Cortez. Ele disse que todas as negociações com o governo federal ficam suspensas enquanto a situação não for regularizada. A companhia prevê que precisará de algo entre R$ 15 e 20 milhões para fazer reparos no residencial invadido. Os investimentos iniciais eram de R$80 milhões.
Publicado em 02/05/2017