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Lançamentos de imóveis caem 24% de janeiro a setembro de 2015

Segundo Secovi-SP, vendas no mesmo período caíram 7% nacionalmente

Pesquisa nacional realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção e consolidada pelo Secovi-SP com sindicatos da construção (Sinduscons) e Associações de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademis) de diferentes regiões do país revela que de janeiro a setembro deste ano os lançamentos de imóveis no Brasil sofreram queda de 24% e o número de vendas caiu 7% em relação ao mesmo período de 2014. Segundo o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes, a tendência é que os dados consolidados de 2015 indiquem quedas na mesma linha. “Em algumas capitais, o mercado está sofrendo um pouco mais. Em Belo Horizonte, a pesquisa mostra que entre janeiro e setembro os lançamentos caíram 46%, no Rio de Janeiro caíram 48% e em Recife 66%. Mas em algumas cidades chegaram a subir, como em Goiânia, que subiu 26% e Salvador, que subiu 6%”, disse Bernardes, à Revista Exame.

Em relação à cidade de São Paulo, o município sofrerá uma queda de 38% nos lançamentos de imóveis, passando de um saldo de 33.955 unidades lançadas em 2014, para 21.000 em 2015. Os dados são do Secovi-SP. As vendas de imóveis igualmente devem apresentar uma redução de 20% no consolidado de 2015, registrando de 21.756 unidades comercializadas em 2014, para 17.300 em 2015.”No ano passado a situação já não estava tão boa, mas nada perto do que temos hoje”, lamentou o presidente da entidade. Os estoques (contabilizados de acordo com o número de imóveis em construção e prontos) devem encerrar dezembro com um acréscimo de 5% do que foi apontado em 2014. Ou seja, de 27.555 unidades em estoque, para 28.500, esse ano.

“A mensagem que eu posso deixar para vocês é que os dias não serão fáceis nos próximos dois anos, pelo menos. Hoje, o setor está mais maduro para enfrentar a crise. Nós estamos trabalhando para nos reinventar mais uma vez e buscar nichos de atuação, já que nós temos uma função social importantíssima: abastecer as cidades com habitação e gerar empregos”, finalizou ele.

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