O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, e os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, se reuniram para divulgar, no dia 11 de abril, o primeiro balanço de investigação das denúncias de irregularidades no Programa Minha Casa, Minha Vida: foram registradas 15.720 denúncias de ilegalidades ao longo dos cinco anos de execução do programa, sendo desse total 8.964 (57%) notificações julgadas improcedentes, após investigação; 1.561 casos onde as unidades ocupadas ilegalmente foram retomadas e devolvidas aos beneficiários originais; e 5.195 denúncias continuam em apuração. Hereda, Cardozo e Occhi consideraram “pequena” a quantidade de queixas, diante, segundo eles, de 1,6 milhão de moradias entregues. As queixas representam 0,98% do todo, mas caem para 0,43% quando deduzidas as notificações consideradas improcedentes. “A Polícia Federal recebeu a determinação de dar prioridade às investigações das ações de milícias, ou outros tipos de organizações criminosas, em programas habitacionais instituídos pelo governo federal”, disse Cardozo, pontuando que um grupo de trabalho foi instituído para coordenar as investigações e que os ministérios das Cidades e da Justiça firmaram convênio com o governo do Rio de Janeiro para integrar ações de repressão e prevenção de condutas ilícitas. Segundo a Agência Brasil, outros estados serão convidados a firmar parcerias semelhantes. No topo da fila de prioridades estão Maranhão, Minas Gerais e Bahia. Para contribuir com as investigações, a população pode fazer denúncias por meio do telefone 0800 721-6268, de forma anônima.