O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) divulgou, no início de fevereiro, uma pesquisa mostrando que as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista expandiram 23,6% no ano passado, comparado ao ano anterior. O setor esperava uma alta entre 10 a 15%, e se surpreendeu com os números bem mais positivos. Praticamente um terço dos imóveis, ou 28% das 33.319 unidades negociadas, refere-se a empreendimentos com um dormitório cuja comercialização, praticamente dobrou, passando de 4.202 para 8.391 imóveis. Segundo o Secovi, apartamentos com dois quartos continuam liderando a expansão de procura, com 14.674 negócios e alta de 14,7%. Para o presidente do Secovi de São Paulo, Claudio Bernardes, o bom desempenho do setor ajudou a evitar que o país tivesse um Produto Interno Bruto (PIB) ainda menor em 2013. “A maioria das vendas no país é para pessoas de 35 anos, e 70% dos financiamentos para os que estão adquirindo o primeiro imóvel, e com esse número tão grande, seguramente, não são investidores e nem especuladores com base em uma negociação futura imediata. Isso significa que não tem bolha imobiliária no Brasil”, afirmou Bernardes, pontuando que a entidade prevê que neste ano haverá estabilidade nos negócios. Já o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, explicou que as vendas deverão sofrer algum impacto em razão do ano atípico, com Copa do Mundo e eleições, antecipação de férias e períodos mais prolongados de inatividade dos negócios.”Estamos prevendo vendas e lançamentos de 33 mil unidades, e os financiamentos podem crescer 15%, já que temos estoques a serem ofertados”, disse ele.