Até o final de novembro, o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) contratou mais de 100 mil unidades habitacionais, o que significa, segundo a Caixa Econômica Federal, uma superação de 67% em relação a previsão de contratação até o final de 2014, que era de 60 mil habitações. Foram investidos em torno de R$ 2,4 bilhões no setor, desde o início do Programa, em setembro de 2009, e mais de 30 mil moradias já foram entregues em todas regiões brasileiras. De acordo com a superintendente nacional de Habitação Rural da Caixa, Noemi da Aparecida Lemes, a superação da meta de contratações do PNHR deveu-se a diversos fatores, desde a simplificação do processo operacional, até o aumento do limite de valores para a construção da casa. “A sinergia entre o poder público e a sociedade civil organizada, por meio de uma política habitacional criada exclusivamente para o campo, possibilitou mais de 100 mil unidades contratadas”, disse ela. Segundo dados da Caixa, as regiões que mais cresceram, em número de casas contratadas no PNHR, em comparação com o mesmo período do ano passado, foram as regiões Norte (7.600 moradias e crescimento de 179%) e Nordeste (18 mil moradias e crescimento de 149% ). O PNHR é parte integrante do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e foi criado para suprir a necessidade de uma política habitacional que atendesse às especificidades da moradia no campo. São atendidos agricultores familiares e trabalhadores rurais, além de pescadores artesanais, extrativistas, aquicultores, maricultores, piscicultores, ribeirinhos, comunidades quilombolas, povos indígenas e demais comunidades tradicionais. Para famílias com renda anual de até R$ 15 mil (Grupo I), o valor do subsídio, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), é de até R$ 28,5 mil para construção, e de até R$ 17,2 mil para reforma. Cada família devolve à União 4% do valor subsidiado, em quatro parcelas anuais (1% por ano – 96% do valor total do projeto é subsidiado). Para a região Norte, o valor do subsídio é de até R$ 30,5 mil para construir, e de até R$ 18,4 mil para reformar a moradia. As famílias beneficiadas pelo programa recebem, também, capacitação técnica e orientação sobre gestão da propriedade rural, melhoria das moradias, cooperativismo, participação da mulher na gestão da propriedade e ações que visem à permanência do jovem no campo. Famílias com renda anual entre R$ 15 mil e R$ 60 mil (Grupos II e III) podem financiar valores de até R$ 90 mil, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Grupo III atende a famílias com renda bruta anual que vai de R$ 30 mil até R$ 60 mil.