Em busca do aprimoramento no processo de construção das casas populares, a Cohab Minas resolveu incentivar as construtoras responsáveis pelas obras a adotar o chicote elétrico, sistema de instalação elétrica oferecido pelas indústrias do Vale da Eletrônica, no Sul de Minas Gerais. A ideia é buscar, assim, redução no custo da mão de obra, economia, agilidade e segurança. O chicote elétrico para residências foi apresentado no dia 19 de fevereiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a empresários da construção civil, em evento organizado pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindivel), com apoio da Cohab Minas. “A otimização da mão de obra e os ganhos de escala na compra de materiais com a utilização do chicote elétrico são algumas das vantagens do sistema. Trata-se de uma interessante e eficaz metodologia para introdução nas casas. As novas tecnologias têm que acontecer não só pela celeridade no processo produtivo, como também pela qualidade e segurança na entrega das casas aos nossos mutuários”, disse o presidente da Cohab Minas, Octacílio Machado Júnior. Segundo a Cohab Minas, a proposta do kit elétrico é que cada unidade residencial receba uma caixa com todos os componentes pertinentes à instalação elétrica, com o chicote elétrico já pronto e testado, todos os interruptores, tomadas, disjuntores e demais peças na quantidade exata de cada unidade residencial, eliminando desperdícios, lixo e outros. O diretor de Desenvolvimento e Construção, José Antônio Cintra, disse que o sistema tem o de melhor custo benefício para as residências. “Qualquer construtora que industrializar sua obra ganhará em escala. Quem constrói para Cohab Minas tem agora a oportunidade de utilizar o chicote elétrico, o que significa, em média, uma redução de 20% nos custos da parte elétrica”. Segundo o presidente do Sindivel, Roberto de Souza Pinto, na instalação elétrica tradicional de uma casa são necessários, em média, dois dias de trabalho, um eletricista e um ajudante para passar os fios, cortar e isolar, o que gera muito desperdício. “Os kits de instalação elétrica para residências já vêm prontinhos, sendo necessária apenas uma chave de fenda para fazer os encaixes e aparafusar as tomadas. Isso significa uma redução imensa de tempo, custo e desperdício nas obras”, diz ele. O encontro contou com as presenças do presidente da Cohab Minas, Octacílio Machado Júnior; do diretor de Desenvolvimento e Construção, José Antônio Cintra, do presidente do Sindivel, Roberto de Souza Pinto, além de diretores e representantes de construtoras e de diversas empresas que constituem o Vale da Eletrônica.