Antes de conceder o empréstimo para a construção de novas unidades habitacionais, a Caixa Econômica Federal terá que verificar se a obra contratou trabalhadores com carteira assinada e também analisará a qualidade do material empregado. A decisão foi tomada pelo Conselho Curador do FGTS, em maio, e valerá a partir de 60 dias. O objetivo é aumentar a segurança do mutuário e a medida foi defendida por representantes dos trabalhadores e de empregadores, ainda que o Ministério da Fazenda tenha se manifestado contra por temer impactos negativos nas contratações. O Conselho Curador também aprovou a adesão do FGTS à política de alongamento da dívida pública, ação que o Tesouro Nacional já havia adotado com fundos públicos e de pensão das estatais: o prazo médio da carteira de títulos públicos do FGTS, que atualmente é de 3,5 anos, passará para cinco anos, e o papel mais longo, hoje, com vencimento em 2017, passará a vencer em 2020. Segundo o Conselho Curador, o total da carteira é de R$ 109 bilhões, sendo um terço deste valor com rendimento vinculado à taxa básica de juros (Selic).