Para acelerar a construção dos habitacionais destinados às famílias atingidas pelas chuvas de 2010 e 2011, na Zona da Mata Sul do estado, o Governo de Pernambuco propôs às construtoras o uso de novas tecnologias que proporcionassem agilidade na entrega das casas. Em Barreiros, três galpões infláveis móveis garantem a continuidade dos trabalhos durante o período chuvoso. “São necessários cinco dias de estiagem para iniciar ou continuar qualquer obra. Essas estruturas garantem não só a continuidade como também permitem a aceleração na conclusão dos trabalhos, além de proteger os equipamentos e os trabalhadores. Essa ação só reforça o compromisso do Governo em dar agilidade máxima no atendimento aos desabrigados’, explica Nilton Mota, presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco. Segundo ele, dois galpões são utilizados para erguer moradias e medem 100m x 30m, ocupando uma área total de quase 6 mil m². Nos equipamentos, é possível construir 20 casas simultaneamente, com o trabalho de 300 pessoas em dois turnos de serviço. A terceira cobertura é destinada às obras de infraestrutura (rede de esgoto, abastecimento de água e pavimentação) e mede 280m x 20m. “O método de construção das casas também é diferente da alvenaria convencional. São formas pré-moldadas, preenchidas com concreto, cujo tempo de montagem e secagem é de 24 horas. Esse modelo agiliza os serviços e permite a construção de, em média, 120 casas por mês. Porém, não reduz os custos das obras em relação ao outro método, tendo cada unidade o valor de R$ 41 mil”, informou Mota. A Cehab Pernambuco não está medindo esforços para a chamada Operação Reconstrução, que garante prioridade no programa Minha Casa, Minha Vida às famílias que perderam suas casas nas fortes chuvas que atingiram o estado em 2010 e 2011. São R$ 700 milhões investidos na construção de 12 mil unidades habitacionais que devem ser entregues até dezembro de 2012.