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Número de casas em construção nos EUA cai em julho

Número de casas em construção é de 581 mil, em julho. Mercado esperava que o número chegasse a 599 mil unidades

Depois da boa surpresa em junho, a decepção em julho… O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou que o Housing Starts, indicador que mede o número de casas em início de construção nos Estados Unidos, registrou 581 mil casas no anualizado de julho. A expectativa era de que esse número alcançasse a marca de 599 mil unidades. O bom número de junho sustentava a esperança do mercado norte-americano: naquele mês, o indicador foi de 587 mil casas, acima das 530 mil unidades então esperadas. O Departamento de Comércio também divulgou o Building Permits para o mês de julho, ou seja, o número de autorizações para construção de casas novas nos Estados Unidos e que serve como indicador do nível de atividade econômico naquele país: foram registradas 560 mil permissões para a construção civil, o que representa, segundo o Departamento de Comércio, um ligeiro recuo em relação ao indicador revisado de junho, que foi de 570 mil. O mercado esperava por um número próximo, porém maior que este: 577 mil permissões. E tem mais. No segundo trimestre deste ano, a parcela de americanos que atrasaram seus pagamentos da casa própria bateu recorde: o percentual dos empréstimos com uma ou mais parcelas em atraso subiu para 9,24% do total de contratos de crédito imobiliário, sazonalmente corrigidos, no segundo trimestre, segundo a Associação dos Executivos de Bancos de Crédito Imobiliário. O estoque de unidades residenciais em processo de execução de hipoteca, ou retomada do imóvel pela instituição financiadora, aumentou para 4,3%, a maior de três décadas de monitoramento desses dados, e os empréstimos com parcelas vencidas há pelo menos 90 dias, prazo em que os processos de execução de hipoteca normalmente têm início, subiram para 7,97%, o maior já registrado historicamente, alertou a entidade. “Tivemos uma queda significativa do problema com os empréstimos de alto risco (subprime), e passamos agora a ter problemas com empréstimos classificados como de primeira linha”, explicou o economista-chefe da Associação, Jay Brinkmann. Segundo ele, “a perda de emprego está puxando essa inadimplência, e prevemos que ela continuará até pelo menos os primeiros meses do ano que vem.”

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