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Cohab Curitiba já preservou 1,4 milhão de metros quadrados de bosques de mata nativa

Área preservada é do tamanho do Parque Barigui, o maior e mais conhecido de Curitiba

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) fez as contas e chegou a conclusão de que os projetos habitacionais executados pela Prefeitura possibilitaram nos últimos dez anos a preservação de 1,4 milhão de metros quadrados de bosques de mata nativa. Os maciços florestais foram incorporados aos empreendimentos entregues pela companhia e muitos deles foram equipados e servem hoje como área de lazer para os moradores. A área preservada nos projetos da Cohab é igual à do Parque Barigui, o maior e mais conhecido da cidade. “A preservação de bosques é uma preocupação que está presente nos empreendimentos da Cohab e beneficia não apenas a comunidade que está sendo atendida, mas toda a cidade”, diz o presidente da Companhia, Mounir Chaowiche. Segundo ele, a maior parte dos bosques preservados nos empreendimentos habitacionais está localizada no sul de Curitiba, justamente a região onde havia mais carência de bosques para uso público. Chaowiche conta que compatibilizar moradia e meio ambiente é um princípio que começou a ser observado pela Cohab em meados da década de 80, numa época em que os projetos habitacionais priorizavam os empreendimentos de grande porte e exigiam movimentação de terra, terrenos planos e áridos e construções idênticas. “Com o tempo, a preocupação ambiental foi ganhando mais espaço nos projetos e, hoje, é um dos diferenciais da atuação de Curitiba. No Moradias Sambaqui, loteamento do Sítio Cercado criado para reassentar famílias que viviam em situação de risco na margem do rio Iguaçu, no Uberaba, por exemplo, as 527 famílias têm ao lado de casa um bosque de 42 mil metros quadrados. O bosque faz parte do conjunto de equipamentos públicos, como escola, creche e unidade de saúde (em fase final de construção), que a Prefeitura instalou no local para atender à comunidade”, completa ele. Em empreendimentos mais recentes a preservação também está sendo observada. No Moradias Laguna, onde estão sendo reassentadas famílias que viviam em situação de risco na Vila Terra Santa, há um bosque que com 31,3 mil metros quadrados que foi mantido intacto. Em geral, os bosques preservados nos projetos da Cohab estão incluídos no cadastro da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e antes de serem incorporados ao programa habitacional do município eram propriedades particulares. A Cohab repassa estas áreas para a Prefeitura e elas se tornam públicas. Em alguns casos, os bosques ganham equipamentos para serem utilizados pela população como espaço de lazer e recreação. Segundo o presidente da Cohab, nos projetos de urbanização em andamento, outra preocupação com o meio ambiente é a recuperação das margens de rios em bacias hidrográficas da cidade. “Para que isso ocorra, famílias que têm domicílio nas faixas que margeiam os rios serão retiradas e transferidas para loteamentos que a Cohab está executando. Para abrigar os reassentados estão sendo construídas casas de alvenaria de até três quartos, ou sobrados. Os projetos de urbanização e reassentamento alcançam 39 vilas da cidade, beneficiando 8,8 mil famílias. Deste total, 4,6 mil serão reassentadas, a maioria delas porque vive na beira de rios. A intervenção da Cohab nestas áreas prevê a participação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para fazer a recuperação ambiental das margens dos rios. Entre as ações previstas está o plantio de árvores para recomposição da vegetação. Isso significa que em alguns anos haverá incremento de área verde nos conjuntos habitacionais”, conclui ele..

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