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Caixa e prefeitura do Rio assinam termo de adesão para construção de 100 mil moradias

Para a Caixa, meta é considerada "ousada" e será cumprida em quatro anos

A Caixa Econômica Federal assinou com a Prefeitura do Rio de Janeiro, em 17 de abril, termo de adesão ao Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. A estimativa é de que, somente no Rio de Janeiro, sejam construídas 100 mil moradias nos próximos quatro anos, com prioridade para as famílias que ganham até três salários mínimos. “É uma meta ousada, mas percebemos que os empresários da cidade estão extremamente mobilizados buscando terrenos. A prefeitura também está empenhada em buscar espaços na região central e norte do Rio de Janeiro. Isso é muito importante porque as novas unidades já serão inseridas na malha urbana, com acesso a transporte, postos de saúde, saneamento e escolas”, destacou, na ocasião, a presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho. Segundo ela, a procura pelo programa já está bastante grande em todo país: Maria Fernanda ressaltou que a média diária de acessos ao simulador da Caixa, em seu site, passou de 70 mil por dia para 434 mil, com mais de 1 milhão de simulações por dia, em apenas cinco dias do lançamento do ‘Minha Casa Minha Vida’. “Antes do lançamento do programa, a meta da CEF era aplicar R$ 27,5 bilhões em financiamentos habitacionais em 2009. Somente no primeiro trimestre, R$ 7 bilhões já foram emprestados, o que significa 119% a mais que no trimestre de 2008. Isso é mais do que tudo que fizemos no ano de 2004, o que demonstra uma movimentação muito intensa no setor da construção civil”, completou a presidente da Caixa. O Secretário Municipal de Habitação do Rio, Jorge Bittar, ressaltou a importância do Programa para redução do déficit habitacional na cidade, que é de aproximadamente 350 mil unidades, oferecendo moradias dignas à população, construídas em locais com infraestrutura. Segundo ele, diversas medidas estão sendo tomadas para agilizar as ações, como, por exemplo, o licenciamento de projetos em um prazo máximo de 20 dias. Já o prefeito Eduardo Paes destacou que o programa Minha Casa Minha Vida foi construído com a participação de prefeitos e governadores, a partir de uma discussão prévia. “Favela e ocupação irregular não são alternativas habitacionais. O presidente Lula percebeu a necessidade da população e criou um programa habitacional sério, que dará uma alternativa às pessoas para adquirir um imóvel digno, de acordo com sua capacidade aquisitiva”, disse. Segundo ele, o Rio possui um banco de imóveis públicos e privados, sendo 330 subutilizados, 193 prédios e 217 terrenos, que poderão ser incluídos no programa. As inscrições no Rio podem ser feitas no Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na sede administrativa da prefeitura e na Avenida Afonso Cavalcanti, 455, bloco B, térreo, na Cidade Nova, das 9h às 16h. A adesão ainda pode ser feita pela internet, no endereço www.rio.rj.gov.br/habitacao, no link do formulário habitacional. Ao todo serão 15 postos disponíveis para que os interessados possam obter informações e realizar o cadastramento.

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