Com o objetivo de agilizar a construção de 44 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida, o Governo do Paraná, por meio da Companhia de Habitação do Paraná, criou um grupo de trabalho. Segundo o presidente da Cohapar, Rafael Greca, a idéia é que esse grupo de trabalho funcione como um escritório de planejamento, “com o apoio e participação dos diversos órgãos do Estado, para agilizar e desburocratizar a implantação do programa”. “Não podemos permitir empreendimentos conflitantes com as corretas posturas de desenvolvimento urbano. Temos que evitar que o lucro imobiliário tire proveito dos benefícios do programa e desvie o foco do desenvolvimento humano. Não queremos que a produção de moradias em grande escala seja utilizada de maneira desumana, mas sim que esteja dentro do bem que o povo merece”, explicou ele. Greca disse que o Estado irá fazer um plano de ocupação e uso do solo para os projetos habitacionais, com redes de água, esgoto, energia e que atue na área social. “Nossa preocupação é a de dar apoio aos empreendimentos habitacionais, evitando equívocos no programa. O Governo do Paraná quer ser o instrumento regulador, dentro da sua missão institucional”, salientou. O governo estadual e as prefeituras ficarão responsáveis pela agilização nos trâmites burocráticos e na oferta de terrenos para a construção das casas. A Cohapar informou que a Região Metropolitana de Curitiba tem um estoque de 12 mil lotes disponíveis para a construção de casas. “Estamos recolhendo as opções de espaço e estudando cada uma para verificar se estão adequadas e inseridas nas malhas urbanas locais”, informa Greca. O diretor de Relações Institucionais da Cohapar, Doático Santos, acrescentou que a idéia é integrar os movimentos sociais ligados historicamente a luta pela moradia, no acompanhamento e incentivo a implementação do programa.